EBC discute digitalização das rádios
     

BRASÍLIA, Brasil — O tema em discussão num seminário que enfatizou a importância da digitalização de todas as frequências de rádio foi “Desafios da Digitalização das Rádios Públicas em Ondas Médias”. Promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o seminário realizou-se no dia 27 de maio na sede da empresa, como parte das comemorações dos 55 anos da Rádio Nacional de Brasília.

Por Carlos Eduardo Behrensdorf

O diretor-presidente da EBC, Nelson Breve, disse que o ideal seria ter aparelhos que pudessem operar tanto no sistema analógico como no digital. A empresa pública participa no debate sobre a digitalização do rádio no país, com a participação de três integrantes no Conselho Consultivo do Rádio Digital.

“Lutamos para que a sociedade brasileira tenha uma comunicação pelo rádio mais moderna, mas do interesse dela, e não do interesse comercial”, declarou Breve.

O diretor-geral de Conteúdo e Programação da EBC, o jornalista Eduardo Castro, disse que o ideal para o país é digitalizar todas as quatro frequências que o Brasil tem a hoje à disposição: ondas médias, frequência modulada, ondas curtas e ondas tropicais.

Oito emissoras, com programações diferentes e complementares, e a Radioagência Nacional compõem a Rede Pública de Rádio da EBC: Rádio Nacional de Brasília AM – 980 kHz; Rádio Nacional FM Brasília - 96,1 MHz; Rádio Nacional AM Rio de Janeiro - 1.130 kHz; Rádio MEC AM Rio de Janeiro – 800 kHz; Radio MEC AM Brasília - 800 kHz; Rádio MEC FM Rio de Janeiro - 98,9 MHz; Rádio Nacional do Alto Solimões - AM 670 kHz e FM 96,1 MHz; Rádio Nacional da Amazônia - OC 11.780 kHz e 6.180 kHz.

O diretor-presidente da EBC reiterou o pedido ao Ministério das Comunicações por uma decisão no menor prazo possível “sobre o modelo de rádio digital a ser adotado no país para que a empresa possa fazer seus investimentos no setor”.

A coordenadora-geral de Avaliação de Outorgas do Ministério das Comunicações, Elza Fernandes, informou que o Conselho Consultivo do Rádio Digital aprovará em breve novos testes com os padrões DRM (Europa) e HD Radio (Estados Unidos). “Os testes já feitos com o sistema digital mostraram uma qualidade de áudio muito boa, mas a cobertura ainda apresenta algumas restrições”, informou a representante do Ministério das Comunicações.

Como representante do governo, Elza Fernandes disse que não existe um prazo para a conclusão dos testes e o início da migração do sistema, e garantiu que a mudança “pretende promover a inclusão de todas as rádios”.

Para o Ministério das Comunicações, os resultados dos testes feitos com os dois sistemas em emissoras de várias classes e potências em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília “foi inferior ao esperado e novas simulações estão previstas para este ano”. Ao contrário da digitalização da televisão, não existe a previsão de um desligamento total do sistema de rádio analógico.

Carlos Eduardo Behrensdorf escreve sobre a indústria do rádio de Brasília, Brasil.

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