Emissoras fazem enorme cobertura
     

Por Érika Carvalhosa

Foto: ESPN
RIO DE JANEIRO, Brasil
— Depois de 64 anos, a Copa do Mundo é realizada, novamente, na terra do futebol.

País com o maior número de títulos mundiais, o Brasil não queria decepcionar em campo e nem nas transmissões. Emissoras de norte a sul, leste a oeste estão autorizadas a transmitir as partidas. São 21 no total.

Essas emissoras adquiriram a permissão de transmissão junto à GloboSat (Rede Globo), que detém os direitos. As cotas de transmissão custaram cerca de US$850.000 dólares, quase R$1,5 milhão, o triplo do valor cobrado na última Copa do Mundo, em 2010, realizada na África do Sul.

As rádios que transmitem os 64 jogos são: TV Globo Rádio Globo S.A. (Rádio Globo Rede), Rádio Gaúcha S/A, Rádio Excelsior S.A. (CBN), Rádio EBC- Empresa Brasil de Comunicação (Rádio Nacional-RJ), Rádio Cultura de Miracema (Tocantins), Rádio Jovem Pan, Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda, Rádio Brasil Sul (Londrina-PR), Fundação Santo Antonio – (Rádio Sociedade AM 970 e Princesa FM 96,9 - Feira de Santana/BA), TV e Rádio Jornal do Commercio (Recife-PE), Rádio Itatiaia (Belo Horizonte-MG), Rádio Paiquerê (Londrina-PR), Rádio 105 Brazil (Jundiaí/SP), Rádio Olinda Pernambuco, Rádio Transamérica de São Paulo, Rádio TUPI S.A. (Rio de Janeiro), Rádio Metropolitana FM (Salvador/BA), Rádio Verdes Mares (Ceará), Rádio Liberdade de Caruaru, Rádio Clube do Pará e Rádio Jornal de Sergipe.

A Radio World conversou com três - Rádio Gaúcha, Rádio Band News e Rádio Tupi - das 21 emissoras que fazem a cobertura da Copa do Mundo. Se o Brasil levará o hexa ninguém sabe, mas uma certeza todas as rádios têm: estão preparadas para essa enorme cobertura, que envolve todo seu efetivo, não somente quem está ligado ao departamento de esporte, mas comercial, transporte, técnico, entre outros.

Em Porto Alegre, a principal emissora de rádio da região, a Rádio Gaúcha, vinha se preparando desde 2011, quando decidiu que teria, pelo menos, um profissional em cada uma das 12 cidades-sede (Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA)).

De lá para cá, implantaram uma série de medidas necessárias para que a cobertura fosse bem sucedida. “A Copa das Confederações, em 2013, já serviu como uma espécie de laboratório para o que pretendemos este ano. Assim como em todos os projetos desenvolvidos dentro da Rádio Gaúcha, unimos todo o nosso orçamento a um projeto comercial”, afirma Rafael Cechin, coordenador de esportes da Rádio Gaúcha.

Rafael Cechin, coordenador de
esportes da Rádio Gaúcha
A Rádio Gaúcha está em todas as sedes da Copa 2014. Isso resulta numa cobertura considerada ideal, com presença nos estádios de todos os 64 jogos e transmissão de todas as informações do que está acontecendo em torno do Mundial. Além disso, tem presença forte no IBC do Rio de Janeiro. A emissora reservou junto à FIFA e à HBS que serve como estúdio e redação para a equipe de seis profissionais que ficam na cidade durante os jogos.

São 31 profissionais credenciados, dos quais 20 estão viajando durante a copa. “Já na redação em Porto Alegre, são mais 15 integrantes da equipe, que estão envolvidos diretamente com a cobertura, e todos os nossos colaboradores, incluindo áreas de jornalismo geral, administrativa, transporte, técnica e comercial, estão mobilizados para a Copa do Mundo no Brasil”, garante Rafael.

A emissora também tem estúdios com circuitos e equipamentos digitais em todas as sedes da copa. Na equipe que viaja juntamente com a seleção brasileira, onde a delegação estiver, há reforço de estrutura. No IBC do Rio de Janeiro e em Porto Alegre, também previram preparação especial. Cada repórter da Rádio Gaúcha tem um circuito móvel, através dos equipamentos Comrex e Tieline.

Já a Rádio Tupi, emissora tradicional do Rio de Janeiro, tem quase 150 profissionais, entre técnicos, jornalistas, departamento de esporte, produtores, entre outros, envolvidos na cobertura do mundial. E o investimento exigiu alguns milhões de reais. “Se levarmos em conta a compra dos direitos de transmissão, aquisições de equipamentos, passagens, hospedagens e pessoal, os custos passam dos R$3 milhões”, garante Thiago Carneiro, gerente técnico da Rádio Tupi.

A emissora usa codecs IP para transporte de áudio, ou linhas ISDN ou V.35. Isso acontece de acordo com a viabilidade e necessidade para as transmissões. Serão 40 jogos transmitidos ao vivo. Para isso, investiram pesado na tecnologia AoIP da Wheatstone para transporte interno na emissora. “Assim podemos trabalhar vários jogos ao mesmo tempo sem perder em recursos físicos e fazendo a operação ficar incrivelmente mais simples”, afirma Thiago.

Segundo o designer Christopher Lee, o Estádio das Dunas,
em Natal, Rio Grande do Norte, “é o estádio mais perfeito
na América no Sul”. O Estádio das Dunas foi construído
para sediar uma série de jogos do Mundial.
As rádios do Grupo Bandeirantes formam a “Rede Verde-Amarela”, composta pelas emissoras BandNews FM, Rádio Bandeirantes, Bradesco Esportes FM, Band FM, Nativa FM e suas afiliadas. São mais de 130 emissoras distribuídas por todo o país. A cobertura das partidas da Copa do Mundo tem a participação de toda a equipe. As transmissões dos jogos são feitas por cinco narradores, além de comentaristas, repórteres e apresentadores, com mais de 40 profissionais credenciados.

Para a emissora, transmitir a Copa do Mundo do Brasil trata-se de uma cobertura de alto custo, especialmente pela aquisição dos direitos de transmissão. “Além disso, viabilizar essa cobertura requer ao menos 50 por cento do valor empregado para a compra dos direitos”, afirma a chefe de redação da Rádio BandNews, Sheila Magalhães.

Para transmitir 56 jogos ao vivo, com flashes de outras oito partidas, que acontecem simultaneamente aos jogos da última rodada da fase de grupo, a emissora utiliza linha ISDN + IP nos estádios e equipamentos Tieline, que utilizam a tecnologia 3G para transmissões ao vivo.

As três emissoras foram unânimes quando perguntamos qual é o maior desafio. Para quem achou que só porque a copa é aqui no Brasil isso tornaria mais fáceis as transmissões, se enganou. A Rede Verde e Amarela pretende oferecer a melhor cobertura em rádio para os ouvintes, com repórteres espalhados por todo o país.

Já a Rádio Tupi pretende informar e orientar o público com a melhor qualidade possível. A Rádio Gaúcha aproveitou o primeiro semestre do ano para fazer inúmeras reuniões de preparação da equipe.

Para a seleção do Felipão o desafio é fazer bonito e ganhar o hexa em casa. Boa sorte ao Brasil e às 21 emissoras de rádio de todo o país.

Érika Carvalhosa envia reportagens para Radio World de Rio de Janeiro, Brasil.

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