Decreto autoriza migração de rádios AM para FM

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Cerimônia de Assinatura do Decreto que autoriza a migração de rádios AM no Palácio do Planalto, em Brasília Crédito: Robson Cesco/ABERT Brasília, BRASIL - No Dia do Radialista, sete de novembro de 2013, a presidente Dilma Rousseff assinou, em cerimônia no Palácio do Planalto, o decreto que permite a migração das rádios AM para a faixa FM.

Por Carlos Eduardo Behrensdorf

A migração significará mais qualidade de transmissão com menos ruídos e interferências, permitindo às emissoras de rádio ampliar a audiência.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) estima que 90 por cento das 1.784 emissoras AM passem a operar na faixa FM. “Nessa frequência, as rádios ganharão qualidade de áudio e de conteúdo, competitividade e alcance por meio de telefones celulares”, informou a associação.

O presidente da ABERT, Daniel Slaviero, classificou a assinatura do decreto como “o fato mais relevante para o rádio AM nos últimos 50 anos”. Na compra de equipamentos o custo da migração para as rádios será de, aproximadamente, R$ 100 milhões.

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Discurso do presidente da ABERT, Daniel Slaviero, durante a cerimônia de assinatura do decreto que autoriza a migração de rádios AM Crédito: Robson Cesco/ABERT Slaviero explicou porque migrar para a faixa FM em vez de partir direto para a rádio digital. “Por muito tempo acreditamos que a solução seria a digitalização, mas os testes demonstraram que as dificuldades no AM digital são similares ao analógico”. No Brasil, cresce a importância da presença nos dispositivos móveis, cada vez mais populares. “Somente transmitindo na faixa de FM, seremos sintonizados pelos mais de 160 milhões de aparelhos celulares que têm rádio, sem custo algum para o usuário. Essa é a importância da medida”.

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, os interessados na migração poderão protocolar requerimento no ministério a partir de 1º de janeiro de 2014.

Quem quiser se manter na AM poderá manifestar interesse em ampliar a cobertura nessa faixa. “Para a migração, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estudará a viabilidade técnica para verificar se a inclusão de um novo canal é possível”, explicou o ministro.

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A presidente Dilma Roussef assina o decreto de migração de rádios AM para FM Crédito: Robson Cesco/ABERT Durante um certo período, até cinco anos após a adaptação da outorga, será permitido que as rádios transmitam em AM e FM, para que haja a migração da audiência “sem sobressaltos”.

“Na hipótese de não haver canal de rádio FM disponível na localidade, serão usadas as frequências ocupadas atualmente pelos canais cinco e seis de televisão, depois de finalizado o processo de digitalização da televisão”.

O Ministério das Comunicações e a Anatel terão um esquema de trabalho conjunto. “Vamos montar um esquema de trabalho conjunto com a Anatel, porque é importante andar rápido”, afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O ministro garantiu ainda a realização de novos estudos em 2014 sobre digitalização do rádio. “Com as informações obtidas nos testes de rádio digital, restou claro que a mudança de tecnologia, tal como está hoje, não garante a mesma cobertura”, explicou.


Carlos Eduardo Behrensdorf escreve sobre a indústria do rádio de Brasília, Brasil.

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